- Autor
- Giordano Bruno de Lacerda Marques
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2014
- Idioma
- pt-BR
Resumo: Para Nietzsche, um dos fortes traços da sintomatologia do niilismo aparece com a divisão de mundo oriunda de uma moral que valoriza o mundo suprassensível em oposição a um mundo da aparência, das mudanças do real e que, como consequência, gera um enfraquecimento da vontade, acometendo o homem a um estado de adoecimento psicofísico. A investigação que o filósofo desempenha em um primeiro momento, é destacar a identidade entre as estruturas fundamentais do cristianismo e o niilismo europeu. Desse modo, Nietzsche aponta que essa metafísica, que se manifesta de forma mais radical na teologia cristã europeia, traz consigo a proposta sugestiva da subordinação, da culpa, do sacrifício como uma garantia para além-mundo. É a partir da superação do solo infecundo do niilismo passivo para o niilismo ativo, na afirmação do nada existencial comopossibilidade de criação, que o autor de Zaratustra vê a possibilidade de fortalecimento da vida.
