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Morte da arte, renascer da vida

Kleber Carneiro Amora

Autor
Kleber Carneiro Amora
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
22
Ano
2019
DOI
10.36517/Argumentos..22.41485
Páginas
107-119
Idioma
pt
2019Kleber Carneiro Amora. Morte da arte, renascer da vida. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 22, p. 107-119, 2019.1

A arte esteve sempre ancorada na tarefa de criar idealidades. A estética tradicional expressou essa exigência fundamental, tendo Hegel como seu momento mais elevado. A arte contemporânea desenvolveu todo um esforço para desconstruir esse velho edifício, propondo um retorno ao cotidiano. Porém, tal esforço ainda se manteve refém dos princípios puramente espirituais da própria arte. Nossa hipótese é de que isso leva a arte à auto destruição, de tal forma que se faz necessário voltar, de forma engajada, ao mundo efetivo (natural e social), fazendo uso de todos nossos sentidos, evitando os antigos preceitos do desinteresse, da contemplação e das teologias hierarquizantes. A arte deve morrer para dar lugar à vida, a um novo tipo de prazer que não brota mais da “beleza”, mas dos próprios objetos.