- Autor
- Sâmara Araújo Costa
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 30 / 2
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5216/phi.v30i2.83911
- Idioma
- pt
Este trabalho investiga a noção de morte sob as perspectivas filosóficas de Martin Heidegger, em Ser e Tempo, e Jean-Paul Sartre, em O Ser e o Nada. Buscamos compreender como ambos os autores estruturam essa questão, analisando suas relações com os conceitos de angústia, autenticidade e liberdade. Heidegger argumenta que a consciência da morte permite ao ser humano viver de forma autêntica, assumindo sua finitude e construindo sua existência com base em escolhas individuais. Em contraposição, Sartre rejeita a ideia de que a morte possa conferir qualquer sentido à vida, enfatizando que, ao morrer, o ser perde sua liberdade e se torna objeto do discurso do outro. Ao longo do artigo, discutimos os principais pontos de convergência e divergência entre essas abordagens, evidenciando suas implicações para a filosofia existencialista e para a compreensão do sentido da vida e da morte.
