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Teses

MOTIVACAO E RACIONALIDADE PRATICA NOS RUMOS DE HUME E DE KANT.

MARINA ISABEL VELASCO

Tese
Autor
MARINA ISABEL VELASCO
Orientador(a)
ROBERTO HORACIO DE SA PEREIRA
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2000
2000MARINA ISABEL VELASCO. MOTIVACAO E RACIONALIDADE PRATICA NOS RUMOS DE HUME E DE KANT.. 2000. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): ROBERTO HORACIO DE SA PEREIRA.3

O trabalho propõe contrastar dois """"modelos"""" alternativos de explicação da motivação: o humeano e o kantiano. A tese divide-se em duas partes, uma dedicada à concepção humeana da motivação e outra dedicada à concepção kantiana. Em cada parte é analisada, primeiro a versão """"clássica"""" do modelo - de Hume e de Kant, respectivamente - e posteriormente algumas de suas defesas contemporâneas: no primeiro caso as teses """"neo-humeanas"""" de Michael Smith e Bernard Williams, e no segundo caso, as teses """"neokantinas"""" de Christine Korsgaard. Identificam-se duas grandes questões no confronto: 1) a questão de como é """"melhor explicitada"""" a motivação da ação instrumental, e 2) a questão de se acaso existe um outro tipo de motivação diferente da motivação insrumental. A rspeito da primeira questão se argumenta a favor de o princípio instrumental ser interpretado como normativo. Neste sentido é defendida a concepção kantiana do imperativo hipotético. A respeito da Segunda questão, são rejeitados os argumentos céticos neo-humeanos que negam a existência de uma outra fonte de razões para agir que não sejam os desejos do agente, e é avaliado positivamente o argumento de Korsgaard a favor de um outro princípio racional prático capaz de gerar razões """"categóricas"""" , mesmo não se aceite que a moralidade possa ser fundada a partir deste princípio, o desafio humeano estaria sendo respondido.