- Autor
- Rodrigo Ribeiro Alves Neto
- Orientador(a)
- Eduardo Jardim de Moraes
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2007
""""Este estudo apresenta uma interpretação da reflexão de Hannah Arendt acerca do homem com um """"ser do mundo"""" e sobre as mais gerais condições mundanas da existência humana: a natalidade, a mortalidade, o planeta Terra, a vida orgânica, a mundanidade e a pluralidade. Nele é analisado de que modo, através do exame da inédita desmundanização totalitária, Arendt reconsiderou criticamente o """"acosmismo"""" pré-moderno e moderno expressos de formas distintas tanto no quadro conceitual da filosofia política tradicional quanto na histórica ordenação hierárquica dos mais básicos engajamentos ativos (trabalho, fabricação e ação) e não-ativos (pensamento) do homem com o mundo. O termo """"acosmismo"""" significa literalmente uma negação do cosmo (mundus , em latim), uma degradação de tudo que vincula o homem ao mundo humano e comum, ou ainda, um desequilíbrio na plena instituição e preservação do mundo, sobretudo do """"lado público do mundo"""". Trata-se de reconstruir o que, segundo Arendt, foram os fatores cruciais para o colapso do mundo que, no século XX, formou a massa supérflua dominada pelo terror e doutrinada pela ideologia no totalitarismo"""".
