Na perspectiva de Schopenhauer, pode o aborto ser considerado injusto?
Antonio Alves Pereira Junior
- Autor
- Antonio Alves Pereira Junior
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 15 / 1
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.5902/2179378688225
- Páginas
- e88225
- Idioma
- pt
O papel do corpo na filosofia schopenhaueriana é fundamental para a compreensão da vontade. Para Schopenhauer, o corpo é a vontade tornada visível via objetidade da vontade: isso é tão importante que se trata da verdade filosófica por excelência (κατ’ ἐξοϰἡν), conforme as palavras do próprio filósofo. Sendo assim, a pergunta que se quer responder é a seguinte: como Schopenhauer entenderia o corpo do feto humano em relação ao aborto? Para tal, este artigo pretende expor as diferentes formas de concepção de gravidez na intenção de refletir sobre a violação da vontade alheia à luz da concepção de injustiça de Schopenhauer (§ 62 de O mundo). Também serão feitas outras considerações levando em conta a sexta rubrica de injustiça, exposta exclusivamente nas preleções berlinenses, isto é, aquela que diz respeito à violação das obrigações derivadas das relações sexuais.
