Voltar para Artigos
Artigos

Nas trincheiras se faz música, e ela é preta

nathalia barroso

Autor
nathalia barroso
Revista
Artefilosofia
Edição
19 / 35
Ano
2024
DOI
10.69640/raf.v19i35.7152
Páginas
1
Idioma
pt
2024nathalia barroso. Nas trincheiras se faz música, e ela é preta. Artefilosofia, v. 19, n. 35, p. 1, 2024.3

O presente artigo apresenta o entrelaçamento entre a teoria estética desenvolvida por Herbert Marcuse sobretudo nas obras “Eros e Civilização” e “A Dimensão Estética”, e as investigações realizadas por Angela Davis na obra “Blues Legacies and Black Feminism: Gertrude “Ma” Rainey, Bessie Smith and Billie Holiday”. As manifestações culturais negras recebem destaque, salientando a importância do Blues enquanto manifestação estética capaz de exemplificar a “nova sensibilidade” proposta por Marcuse. Partindo das ideias de Davis propõem-se demonstrar a maneira pela qual o gênero musical pode ser tomado como um dos responsáveis por potencializar as significativas transformações na consciência social da classe negra trabalhadora norte-americana. O Blues Clássico feminino recebe destaque a fim de explicitar sua potência de mudança evidenciada através das canções do gênero, para além de evidenciar o poder revolucionário de experiências estéticas.