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NATURALISMO, VIRTUDE E SOCIABILIDADE NA FÁBULA DAS ABELHAS: MANDEVILLE E OS MORALISTAS DE SEU TEMPO

Fernão de Oliveira Salles

Autor
Fernão de Oliveira Salles
Revista
Revista Kriterion
Edição
65 / 158
Ano
2024
Páginas
e-44809
Idioma
pt
2024Fernão de Oliveira Salles. NATURALISMO, VIRTUDE E SOCIABILIDADE NA FÁBULA DAS ABELHAS: MANDEVILLE E OS MORALISTAS DE SEU TEMPO. Revista Kriterion, v. 65, n. 158, p. e-44809, 2024.3

Ao defender a tese geral de que “vícios privados” eram indispensáveis à obtenção de “benefícios públicos”, a Fábula das abelhas, de Bernard Mandeville, suscitou reações indignadas e rendeu a seu autor a reputação de inimigo da virtude. Entre as críticas que lhe foram feitas chama a atenção aquela segundo a qual ele teria se valido ardilosamente de uma concepção rigorista da virtude para demonstrar a impossibilidade de qualquer ação genuinamente virtuosa. Tomando essa crítica como mote e buscando ver em que medida ela pode, ou não, ser pertinente, o presente artigo pretende examinar a tese contida no subtítulo da Fábula a partir da consideração do projeto filosófico no qual ela se inscreve: o de uma “anatomia da parte invisível do homem”. A partir daí, esperamos ser possível indicar a quais questões A Fábula das abelhas pretende responder e como o faz, bem como qual lugar ela resguarda para a moralidade e quais as consequências da crítica mandevilliana da moral.