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Natureza e liberdade no pensamento senequiano

Cicero Cunha Bezerra

Autor
Cicero Cunha Bezerra
Revista
Revista Ágora Filosófica
Edição
8 / 1
Ano
2008
DOI
10.25247/P1982-999X.2008.v1n1.p%p
Idioma
pt
2008Cicero Cunha Bezerra. Natureza e liberdade no pensamento senequiano. Revista Ágora Filosófica, v. 8, n. 1, 2008.1

Três séculos após Zenão (fundador da Stoa), o estoicismo se encontrava em meio a uma sociedade onde a decadência moral e a administrativa reinavam juntas. A fé religiosa dividia-se em vários cultos e deuses; a corrupção imperiale a descrença total dos povos em seus destinos são marcas desse tempo. É precisamente nesse contexto que surge Lucius Annaeus Seneca (Córdova, 4 a.C. – Roma, 65 d.C.). Frente a esse cenário, a filosofia, com Sêneca, assume umaspecto próprio e adquire o sentido de medicina, de remédio (medicamentum) e guia para o aprimoramento do caráter humano. Este artigo tem como finalidade, portanto, compreender em que medida a compreensão da natureza conduz à superação do temor e fundamenta uma compreensão do homem e do divino marcada pela sabedoria e amizade.