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Necessidade, evolução e liberdade na filosofia jônico-epicurista

Rafael Estrela Canto

Autor
Rafael Estrela Canto
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
22 / 1
Ano
2022
DOI
10.31977/grirfi.v22i1.2540
Páginas
49-58
Idioma
pt
2022Rafael Estrela Canto. Necessidade, evolução e liberdade na filosofia jônico-epicurista. Griot : Revista de Filosofia, v. 22, n. 1, p. 49-58, 2022.3

O artigo parte do princípio de que os filósofos chamados “pré-socráticos” devem ser conhecidos pela análise de seus fragmentos e por uma análise crítica dos testemunhos que sobre eles nos chegaram. A leitura aristotélica prevaleceu, porém hoje temos condições de entender a filosofia jônica em sua particularidade, cada um dos filósofos e o que é comum a eles. Abordamos esses filósofos em seu conjunto como membros de uma tradição histórica, pois isto sem dúvida nos parece incontornável para a sua adequada compreensão, e nos ativemos às noções fundamentais de necessidade, evolução e liberdade, uma espécie de espinha dorsal do pensamento de Anaximandro ao de Lucrécio. Especialmente em contraste com a ideia de finalidade (basilar para Aristóteles, mas também para Platão), consideramos que os jônicos seguiram o caminho oposto ao aristotélico e que os epicuristas são seus principais herdeiros, daí a expressão “filosofia jônico-epicurista”, por nós cunhada para se referir ao que acreditamos ter sido uma longa e legítima tradição filosófica.