Voltar para Artigos
Artigos

Nem tudo o que é incompreensível deixa de existir: o infinito e as limitações da razão humana segundo Pascal

João Cortese

Autor
João Cortese
Revista
ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -
Edição
6 / 1
Ano
2026
DOI
10.56837/Araripe.2025.v6.n1.1489
Páginas
62-79
Idioma
pt
2026João Cortese. Nem tudo o que é incompreensível deixa de existir: o infinito e as limitações da razão humana segundo Pascal. ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -, v. 6, n. 1, p. 62-79, 2026.3

“Incompreensível. Nem tudo o que é incompreensível deixa de existir. O número infinito, um espaço infinito igual ao finito” – assim escreve Pascal em uma célebre passagem dos seus Pensamentos. Pascal não vê na incompreensibilidade de algo um impedimento para a sua existência: não deveríamos negá-la em função dos limites de nosso pensamento. Tal princípio, como expomos neste artigo, é caro a Pascal tanto no domínio científico e matemático quanto no filosófico e religioso. Seu lugar particular de aparição diz respeito ao infinito, e a como a razão humana é limitada para a compreensão deste.