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NEOLIBERALISMO: VENCENDO O CONATUS PELO CANSAÇO?

Benito Eduardo Araujo Maeso, José Marcelo Ramos Siviero

Autor
Benito Eduardo Araujo Maeso, José Marcelo Ramos Siviero
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 50
Ano
2024
DOI
10.13102/ideac.v1i50.11466
Páginas
434-450
Idioma
pt
2024Benito Eduardo Araujo Maeso, José Marcelo Ramos Siviero. NEOLIBERALISMO: VENCENDO O CONATUS PELO CANSAÇO?. Revista Ideação, v. 1, n. 50, p. 434-450, 2024.1

O trabalho tem o objetivo de investigar as reflexões de Byung-Chul Han sobre o que se convencionou chamar de sociedade do desempenho e do cansaço, examinando a exploração dos indivíduos e a normalização de jornadas extenuantes de trabalho como criadores e mantenedores de um fluxo coletivo e incessante de paixões tristes. Sob o aporte de Espinosa, que entende as paixões tristes como diminuições ou coações ao conatus natural de todos os indivíduos, em primeiro lugar analisamos como o capital entristece os indivíduos para funcionar, e depois refletiremos sobre a necessidade de se elaborar vias de resistência e luta contra essa aniquilação passional dos afetos alegres. O que está em jogo é a absolutização da positividade como operador central do capitalismo neoliberal e, em contraposição, a concepção do próprio cansaço não como derrota ou resignação, mas instrumento de luta.