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NEXUS: da relacionalidade do principio a """"metafisica do inominavel"""" em Nicolau de Cusa

José Teixeira Neto

Tese
Autor
José Teixeira Neto
Orientador(a)
Oscar Federico Bauchwitz
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA (UFPE-UFPB-UFRN)
Grau
DOUTORADO
Ano
2012
2012José Teixeira Neto. NEXUS: da relacionalidade do principio a """"metafisica do inominavel"""" em Nicolau de Cusa. 2012. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA (UFPE-UFPB-UFRN)) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Oscar Federico Bauchwitz.1

Indicamos com a ideia de nexus ou conexio, pensada como conexão do inteligível com o inteligente, o fundamento no qual a razão pode compreender e nomear, mesmo que inadequadamente, o que o intelecto vê incompreensível e inominável. Assim, abre-se um caminho para a nossa investigação: tomaremos a ideia de nexus como fundamental para a interpretação dos nomes divinos e para a “metafísica do inominável” e mostraremos como nos nomes divinos, principalmente no posset, espelha-se a Trindade, a relacionalidade do princípio e, portanto, também o nexus. Para tanto será necessário pensarmos algumas questões prévias: situaremos Nicolau de Cusa na tradição medieval do neoplatonismo cristão, retomaremos algumas discussões sobre o problema da nomeação e da filosofia da linguagem de seu pensamento, refletiremos como esse pensamento se molda a partir do diálogo ativo com a tradição e como a sua especulação se constitui a partir da relação dialética e dinâmica entre filosofia e teologia que será pensada em nosso texto por meio da relação entre fé e conhecimento intelectual (intellectus). Após esclarecermos essas questões introdutórias passaremos a considerar a compreensão trinitária do princípio fundante e a especulação sobre o nexus tomando como ponto de partida o De venatione sapientiae em que o nexus ou conexio é pensado como um campo de caça da sabedoria e o Primeiro Livro do De docta ignorantia no qual o Máximo é já pensado como uno e trino. A partir do Segundo Livro dessa mesma obra e do Idiota. De mente mostraremos em que sentido o universo e a mens, enquanto imago dei, imitam a Trindade eterna. Por último, retomaremos a noção de scientia aenigmatica do De beryllo e algumas indicações que esclarecerão que Nicolau assume os nomes divinos como enigmas. Finalmente, tentaremos mostrar que os nomes enigmáticos também espelharão o princípio unitrino. Assim, retomaremos previamente alguns traços desse aspecto em alguns nomes divinos e em textos do “peíodo tardio” para depois concluirmos com aquele que em si mesmo já indicava o nexus e, portanto, a trindade: possest.