Voltar para Artigos
Artigos

NIETZSCHE E A FIDELIDADE À TERRA: A ARTE COMO VALORAÇÃO

Eduardo Marcos Silva de Oliveira

Autor
Eduardo Marcos Silva de Oliveira
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
11 / 30
Ano
2019
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v11i30.8858
Idioma
pt
2019Eduardo Marcos Silva de Oliveira. NIETZSCHE E A FIDELIDADE À TERRA: A ARTE COMO VALORAÇÃO. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 11, n. 30, 2019.1

Pretendemos com este artigo apresentar a arte na filosofia nietzschiana como detentora de afirmação da vida e fidelidade à Terra. Igualmente, descrever como sua manifestação proporciona ao homem novos significados da vida, em razão do seu caráter de criação e valoração proveniente da vontade de poder que o filósofo esquematiza como um valor superior aos valores predeterminados. Como um dos pilares de sua filosofia, Nietzsche ao apresentar a doutrina do eterno retorno como uma opção de formação de caráter, e não como uma confirmação cosmológica, afirma que não é o homem que se valoriza através da vida, mas a vida se afirma através do homem. Neste sentido, questionamos como que para Nietzsche a arte pode se apresentar como uma força que sobrepõe às ações, os instintos e sentimentos do homem que, com a crise dos valores, passou a não mais ter como referência a ideia cristã de um Deus criador absoluto. Nietzsche descreve que livrar a humanidade da sombra de Deus equivale a um procedimento de aniquilamento dos valores cristãos, e não dos instintos e sentidos humanos. Ao descrever a arte como uma proposta de afirmação da vida e fidelidade à Terra, Nietzsche apresenta a diferenciação que deve existir entre um niilismo que nega a vida e uma atitude que se apropria da vida, afirmando-a.