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Nietzsche e a viagem como cura: páthos de distância e grande saúde

Jelson Roberto de Oliveira, Leonardo Pablo Origuela Santos

Autor
Jelson Roberto de Oliveira, Leonardo Pablo Origuela Santos
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
38
Ano
2026
DOI
10.1590/2965-1557.038.e202633723
Idioma
pt
2026Jelson Roberto de Oliveira, Leonardo Pablo Origuela Santos. Nietzsche e a viagem como cura: páthos de distância e grande saúde. Revista de Filosofia Aurora, v. 38, 2026.4

Este artigo tem como objetivo examinar a cura — ou a grande saúde — como resultado da viagem, moldada pelas paisagens, climas e rotas percorridas por Nietzsche. Busca mostrar a importância que o filósofo atribuía ao pathos da distância como um necessário afastamento das fontes da doença (simbolizadas por Bayreuth), tornando a saúde possível por meio da solidão. A viagem de Nietzsche a Sorrento e sua estadia na Villa Rubinacci são discutidas no contexto de um itinerário de cura do mal wagneriano, marcado por uma crise cujo monumento duradouro seria seu livro Humano, Demasiado Humano. Em última instância, o artigo aponta para a filosofia da errância de Nietzsche como a possibilidade da grande saúde.