Artigo
Ver fonte original- Autor
- Caio Augusto T. Souto
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 6
- Ano
- 2011
- Idioma
- pt
2011Caio Augusto T. Souto. NIETZSCHE E FOUCAULT: DA MORTE DE DEUS À MORTE DO HOMEM. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, n. 6, 2011.1
Uma vez tendo vivido o Ocidente o desaparecimento da forma-Deus, antigo centro de gravidade para todos os saberes, encontrou-se novamente ancorado numa forma nova, a forma-homem. Foucault quis mostrar que a tese de Nietzsche de que Deus está morto seria, antes, uma constataçáo, cuja verdadeira novidade estaria, outrossim, em revelar-nos que náo devemos nos contentar com a morte de Deus, mas sim nos encaminharmos para uma nova conjuntura de disposiçáo e configuraçáo dos saberes em que o homem igualmente náo ocupe o centro. Náo a morte de todos os homens, nem a simples mudança de um conceito, como disse Deleuze: é a forma-homem que deve ser colocada em xeque, bem como o conjunto de saberes que a tem como centro, as ciências humanas.
