- Autor
- Reginaldo Oliveira Silva
- Revista
- Revista Ágora Filosófica
- Edição
- 24 / 1
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.25247/P1982-999X.2024.v24n1.p116-135
- Páginas
- 116-135
- Idioma
- pt
Em A Gaia ciência Nietzsche atribui dois sentidos para a morte de Deus: primeiro como assassinato, depois como surgimento de uma nova aurora, o prenúncio de novas esperanças. Em se tratando de assassinato e não simplesmente de morte, pode-se indagar se o ato por ele denunciado poderia ser pensado na perspectiva do assassinato do Pai primevo, o mito fundador elaborado por Freud; como aurora e abertura para novas esperanças, parece implicar num trabalho de luto a se consumar com a transvaloração da moral. Este artigo empreende uma reflexão nessas duas perspectivas, a fim de colocar em diálogo a filosofia e a psicanálise. Sob a hipótese de a morte de Deus ser a repetição do assassinato do Pai Primordial, coloca-se a problemática do luto e da melancolia como destinos possíveis do projeto de Nietzsche.
