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Nietzsche e La Rochefoucauld: o moralista como psicólogo

Jelson Roberto Oliveira

Autor
Jelson Roberto Oliveira
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
19 / 2
Ano
2020
DOI
10.5007/1677-2954.2020v19n2p444
Páginas
444-463
Idioma
pt
2020Jelson Roberto Oliveira. Nietzsche e La Rochefoucauld: o moralista como psicólogo. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 19, n. 2, p. 444-463, 2020.1

No presente artigo pretende-se analisar a influência do duque de La Rochefoucauld sobre Nietzsche, levando em conta especialmente as leituras realizadas no contexto de elaboração de Humano, demasiado humano, a partir de 1876. Para tanto, objetiva-se demonstrar como o moralista é evocado como psicólogo na perspectiva das observações psicológicas que servem a Nietzsche de crítica aos idealismos metafísicos. Inicia-se analisando a influência de La Rochefoucauld na experiência de Sorrento, que está na gênese de Humano, demasiado humano, principalmente pela presença de Paul Rée e, a seguir, examina-se a linguagem aforística como forma de expressão da filosofia do espírito livre, para então analisar como a moral é colocada em questão e apresentar três eixos de aproximação possíveis entre a teoria proposta por La Rochefoucauld e aquela utilizada por Nietzsche.