Nietzsche e o cosmopolitismo. Considerações sobre música e política a partir de uma leitura de Scarlett Marton
Márcio José Silveira Lima
- Autor
- Márcio José Silveira Lima
- Revista
- Discurso
- Edição
- 56 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.11606/issn.2318-8863.discurso.2026.251107
- Páginas
- 135-146
- Idioma
- pt-BR
Estabelecendo um diálogo com Scarlett Marton, a partir de seu livro Nietzsche, “o bom europeu“ – A recepção na Alemanha, naFrança e na Itália, discutimos neste artigo algumas noções como as de nacionalismo e cosmopolitismo. Dando ênfase especial à relação entre Estado e cultura, que aparecem como antagonistas da filosofia nietzschiana, e que Marton bem destaca, pretendemos mostrar como a estética musical pode ajudar a entender a importância da cultura para a ideia de uma Europa Supranacional e cosmopolita. As reflexões de Nietzsche sobre música ao longo de suas obras têm um papel especial, pois foi em torno das ideias de Wagner que grande parte dessas questões foi elaborada, tanto no período de entusiasmo com a cultura nacionalista alemã quanto depois, quando há uma ruptura e a consequente defesa de uma Europa cosmopolita. Nesse aspecto, a questão dos judeus ganha um destaque importante a partir de Humano, demasiado humano.
