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Nietzsche e um jeito diferente de fazer filosofia: da superação à genealogia do pensamento

Adilson Felicio Feiler

Autor
Adilson Felicio Feiler
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
20 / 3
Ano
2020
DOI
10.31977/grirfi.v20i3.1952
Páginas
322-332
Idioma
pt
2020Adilson Felicio Feiler. Nietzsche e um jeito diferente de fazer filosofia: da superação à genealogia do pensamento. Griot : Revista de Filosofia, v. 20, n. 3, p. 322-332, 2020.2

Para muitos, Nietzsche não é considerado um filósofo, mas um poeta. Entre os diversos fatores que contribuem para negar o status philosophicus ao filósofo alemão reside, por um lado, no aspecto de seu conteúdo e, por outro, no seu aspecto formal. Quanto ao conteúdo é difícil perceber algum aspecto propositivo em seu pensamento, uma tese construtiva, ao contrário, trata-se de um pensamento desconstrutivo, demolidor, um filosofar a marteladas. Quanto a forma, o estilo da escrita nietzschiana se caracteriza pelo aforismo ao invés do discurso contínuo, cada aforismo abriga um conjunto de metáforas que se destacam como enigmas a serem decifrados. Nossa proposta, neste artigo, é mostrar que apesar do conteúdo e da forma, mediante os quais, o pensamento de Nietzsche se apresenta, há uma filosofia que se dá pela superação de uma concepção racional e moral para estabelecer a genealogia de um pensamento.