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Nietzsche, um filólogo crítico da filologia

Martha Solange Perrusi

Autor
Martha Solange Perrusi
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
7 / esp
Ano
2020
DOI
10.18012/arf.v7iesp.56766
Páginas
p.61-70
Idioma
pt
2020Martha Solange Perrusi. Nietzsche, um filólogo crítico da filologia. Aufklärung: journal of philosophy, v. 7, n. esp, p. p.61-70, 2020.2

Pretendemos, neste artigo, investigar o período filológico, em especial a aula inaugural de quando Nietzsche se tornou professor na Basileia, Homero e a filologia clássica, de 1869, em que o filósofo pontua o modo como vê a filologia e seus desafios: uma ciência que precisa da arte, da ciência natural, da história e, sobretudo, da filosofia. Além disso, pretendemos compreender o problema de uma fidelidade ao texto, requerida pela filologia, e a possibilidade de múltiplas interpretações. De um lado, a postura filológica torna o texto o mais importante, embora o texto já seja texto e não realidade última ou coisa em si; de outro lado, há de se ter algum critério com as interpretações.