Artigo
Ver fonte original- Autor
- Jeovane Camargo
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 18 / 2
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.31977/grirfi.v18i2.866
- Páginas
- 61-71
- Idioma
- pt
2018Jeovane Camargo. Niilismo e modernidade em Nietzsche. Griot : Revista de Filosofia, v. 18, n. 2, p. 61-71, 2018.2
Face às atuais compreensões da violência, que tendem a apresentá-la sempre negativamente, a genealogia de Nietzsche permite entender que a violência também possui um caráter positivo no percurso histórico do ocidente. Ela possibilitou a instauração da civilização, na medida em que modelou um determinado tipo humano. A eticidade do costume e o direito primitivo foram mecanismos de violência e crueldade que tornaram o homem responsável, previsível e obediente às normas. Por meio da renúncia à satisfação imediata dos instintos, internalizou-se a culpa e se instituiu o homem civilizado. Mas nesse mesmo percurso cresceu e dominou o niilismo.
Palavras-chave:
