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NIILISMO, SUICÍDIO E VALOR DA VIDA EM SCHOPENHAUER

Aguinaldo Pavão

Autor
Aguinaldo Pavão
Revista
Revista Dialectus
Edição
28 / 28
Ano
2023
DOI
10.30611/2023n28id86625
Páginas
107-125
Idioma
pt
2023Aguinaldo Pavão. NIILISMO, SUICÍDIO E VALOR DA VIDA EM SCHOPENHAUER. Revista Dialectus, v. 28, n. 28, p. 107-125, 2023.2

O artigo propõe-se a apresentar e discutir o niilismo ínsito na filosofia de Schopenhauer. Defende-se uma necessária distinção entre dois tipos de niilismo, um que visa a afirmar verdades axiologicamente neutras sobre o mundo e a existência, outro que se compromete com uma tese valorativa que considera a negação da vontade o maior objetivo moral. O pessimismo metafísico, cuja tese básica consiste em arguir que a não existência é preferível à existência, incorpora os dois tipos de niilismo mencionados. O pessimismo schopenhaueriano tanto defende que toda vida é sofrimento quanto um caminho exclusivo para a redenção, a negação da vontade. Associados ao  niilismo e ao pessimismo estão os temas do valor (na verdade, desvalor) da vida e da reprovação do suicídio. A hipótese do artigo é que há deficiências consideráveis na filosofia schopenhaueriana em torno desses tópicos, especialmente a transição entre as teses descritivas e as teses valorativas que compreendem os dois momentos de seu niilismo.