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Teses

Nome e mímesis: experiência e linguagem em Walter Benjamin

LEONARDO BARCI CASTRIOTA

Tese
Autor
LEONARDO BARCI CASTRIOTA
Orientador(a)
RODRIGO ANTÔNIO DE PAIVA DUARTE
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2000
2000LEONARDO BARCI CASTRIOTA. Nome e mímesis: experiência e linguagem em Walter Benjamin. 2000. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, MG. Orientador(a): RODRIGO ANTÔNIO DE PAIVA DUARTE.2

Esta tese tem como objetivo explorar a ligação entre os temas da experiência e da linguagem na filosofia de Walter Benjamin, na tentativa de uma leitura rigorosa de sua obra, cuja surpreendente continuidade poderia se explicar pela presença de uma teoria da experiência de base lingüística. Para efeito de clareza, analisam-se separadamente dois momentos da obra benjaminiana: seus textos de juventude, produzidos na década de 10, e seus trabalhos dos anos 30, apontando-se as ligações entre experiência e linguagem que se estabelecem em cada um deles. No que se refere à experiência, identificam-se dois âmbitos de utilização do termo pelo filósofo: o teórico, referente ao conhecimento em geral, e o prático-moral, referente às relações inter-humanas. Nesse aspecto, mostra-se como o tratamento isolado, reservado a esses âmbitos, nos anos 10, evolui, nos anos 30, para uma teoria materialista da experiência, onde ambos se articulam, principalmente no bojo das considerações reservadas à narração. Já no que se refere à linguagem, cuja abordagem fundamenta as considerações de Benjamin sobre a experiência, delineia-se a passagem de uma teoria do nome, de inspiração teológica, para uma teoria da mímesis, construída sobre uma antropologia especulativa, mostrando-se como o filósofo identifica, em ambas, a possibilidade de um conhecimento não reduzido do mundo, calcado numa relação fraterna entre sujeito e objeto. Procura-se mostrar, ainda, que tanto o seu tratamento da experiência, quanto o da linguagem são articulados por um """"esquema temporal"""", que, derivado de sua filosofia da história, percorre toda a obra benjaminiana.