Voltar para Artigos
Artigos

O AMOR COMO FUNDAMENTO ONTOLÓGICO DA ORDEM EM SANTO AGOSTINHO

Francisco Romário de Queiroz Silva, Francisco Clebio Figueiredo

Autor
Francisco Romário de Queiroz Silva, Francisco Clebio Figueiredo
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 43
Ano
2021
DOI
10.13102/ideac.v1i43.6225
Páginas
448-461
Idioma
pt
2021Francisco Romário de Queiroz Silva, Francisco Clebio Figueiredo. O AMOR COMO FUNDAMENTO ONTOLÓGICO DA ORDEM EM SANTO AGOSTINHO. Revista Ideação, v. 1, n. 43, p. 448-461, 2021.1

Considerando a relevância que os termos ordem e amor possuem na doutrina de Santo Agostinho, objetiva-se apresentar como o amor constitui-se o fundamento ontológico da ordem nos escritos agostinianos. Para tanto, procede-se à um estudo da teoria dos dois amores e das duas cidades, bem como a uma investigação do conceito de ordem em Santo Agostinho. Desse modo, observa-se que o amor é um impulso que move a vontade do homem a um determinado objeto e, por sua vez, é a origem e o princípio das duas cidades. O amor será reto se, obedecendo à ordem hierárquica dos seres, tender ao que há de mais elevado, de modo que o indivíduo ascenda ao inteligível. Por outra via, o amor será desordenado se o homem, não distinguindo os seres superiores dos inferiores, optar por usar do que se deve fruir e fruir do que deve ser utilizado. Enquanto o amor unicamente a si é a origem mesma da desordem, o amor desprendido e devotado a Deus e ao próximo é o fundamento da comunhão. O que permite concluir que o amor constitui o fundamento da ordem na ontologia de Santo Agostinho.