- Autor
- Jean Claude Bourdin, Fábio Rodrigues de Ávila
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 4 / 7
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.34024/limiar.2017.v4.9211
- Páginas
- 21-35
- Idioma
- pt
Apesar da importância central do ateísmo no sistema materialista de Holbach, é evidente que a leitura de Hegel do pensamento de Holbach em suas Lições sobre a Filosofia da História, apesar de original, não o menciona. As razões para este silêncio podem ser facilmente deduzidas do que ele considerava serem as tarefas da filosofia em relação à religião, ou seja, para garantir sua reconciliação, que é aperfeiçoada conceitualmente pois ela torna real o itinerário do mundo espiritual cristão. O ateísmo poderia surgir apenas como uma filosofia irrelevante, o que explica porque Hegel nem mesmo se importou em refutá-lo. Entretanto, nós podemos mostrar que, em sua crítica à doutrina do "conhecimento imediato" e do sentimentalismo religioso, Hegel fornece um meio de justificar filosoficamente o ateísmo do barão, apresentando-o como o "resultado" do sentimentalismo e a conseqüência de um pensamento religioso que esvazia seu conteúdo.
