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O atomismo herético de Galileu Galilei

Eduardo Simões

Autor
Eduardo Simões
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
11 / 1
Ano
2015
DOI
10.31977/grirfi.v11i1.645
Páginas
22-35
Idioma
pt
2015Eduardo Simões. O atomismo herético de Galileu Galilei. Griot : Revista de Filosofia, v. 11, n. 1, p. 22-35, 2015.3

O objetivo do presente artigo é o de analisar a contraposição instituída por Galileu ao aristotelismo tomista vigente na Idade Média e apresentar seu atomismo em alternativa à física das qualidades secundárias. O físico florentino, cujas preocupações restringiram-se ao campo da Física, vê-se envolvido numa querela de ordem religiosa (a negação do “fenômeno eucarístico”) que o leva à condenação por traição, cuja pena consistiu na abjuração pública e na prisão domiciliar perpétua. Iremos analisar, baseados nos estudos de Pietro Redondi (1991), como a história da condenação de Galileu, na verdade, não está necessariamente vinculada à defesa do heliocentrismo copernicano. Para além das fronteiras dessa noção, existiu todo uma trama tecida pelo protecionismo religioso, primazia eclesiástica, vedetismo e inveja.