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O belo em Hípias Maior, de Platão

Leticia Silveira Santos, José Fábio Da Silva Albuquerque

Autor
Leticia Silveira Santos, José Fábio Da Silva Albuquerque
Revista
REVISTA PRIMORDIUM
Edição
10 / 19
Ano
2025
DOI
10.14393/REPRIM-v10n19a2025-76957
Páginas
51-78
Idioma
pt
2025Leticia Silveira Santos, José Fábio Da Silva Albuquerque. O belo em Hípias Maior, de Platão. REVISTA PRIMORDIUM, v. 10, n. 19, p. 51-78, 2025.5

O presente artigo refere-se ao diálogo Hípias Maior, de Platão, no qual os personagens Sócrates e Hípias tentam definir o que é o belo. Nesse diálogo, de caráter socrático, várias propostas vão surgindo, juntamente com quatro definições, mas nenhuma delas consegue satisfazer ao objetivo do personagem Sócrates de estabelecer uma definição para o “belo em si”. O objetivo será analisar as razões de cada uma das propostas falhar, refletir se o objeto em questão seria passível de definição universal e mostrar como o texto é passível de ser entendido como um exemplo propagandístico da disputa de então, entre a sofística e a ontologia de caráter essencialista. Palavras-chave: Platão; Sócrates; Hípias; Belo. The beautiful in Plato’s Hippias maior Abstract: This article examines Plato’s dialogue Hippias maior, in which the characters Socrates and Hippias attempt to define what beauty is. In this Socratic-style dialogue, several proposals emerge, along with four definitions, yet, none succeed in fulfilling Socrates’ objective of establishing a definition for “beauty itself”. The aim is to analyze the reasons why each proposal fails, reflect on whether the subject in question can be universally defined, and demonstrate how the text can be understood as a propagandistic example of the contemporary dispute between sophistry and an essentialist ontology. Keywords: Plato; Socrates; Hippias; Beauty.   Data de registro: 05/02/2025 Data de aceite: 14/05/2025