O CAPITALISMO COMO RELIGIÃO: pressupostos de um diagnóstico benjaminiano
Izabela Loner Santana
- Autor
- Izabela Loner Santana
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 7 / 14
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.26512/pl.v7i14.23366
- Páginas
- 141 - 151
- Idioma
- pt
Este artigo pretende analisar e compreender o texto/fragmento O capitalismo como religião, escrito pelo filósofo Walter Benjamin em 1921. Esta análise é proposta de maneira a entender o imperativo que Benjamin coloca nas páginas de tal fragmento: deve-se ler o capitalismo como uma religião, o que, por sua vez, é explicitado durante o texto a partir da descrição dessa religião, de seu culto e da crítica benjaminiana à lógica capitalista, que não se restringe mais à esfera econômica ou à organização da sociedade na Modernidade, mas atravessa e perpassa todos os campos da vida humana. Em tais críticas, porém, pode-se observar o surgimento de uma das características mais marcantes do fragmento: apesar de ser um texto altamente anticapitalista e crítico, ele ainda está muito distante da teoria e da tradição marxistas, sendo muitas vezes, inclusive, crítico a essa tradição, pois é elaborado por um Benjamin que ainda se identifica mais com um socialismo romântico e libertário do que com um socialismo de orientação marxista.
