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O CARÁTER NÃO RORTYANO DA FILOSOFIA DE DEWEY

Edna Maria Magalhães do Nascimento

Autor
Edna Maria Magalhães do Nascimento
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
3 / 6
Ano
2013
DOI
10.26694/pensando.v3i6.934
Páginas
131-145
Idioma
pt
2013Edna Maria Magalhães do Nascimento. O CARÁTER NÃO RORTYANO DA FILOSOFIA DE DEWEY. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 3, n. 6, p. 131-145, 2013.2

O presente artigo é uma crítica à interpretação rortyana de Dewey. Nosso propósito é argumentar que as hipóteses de Rorty sobre o pragmatismo deweyano não podem ser confirmadas. Existem diferenças significativas entre a filosofia de Dewey e o neopragmatismo de Rorty. Nesse sentido, faremos objeções a alguns conceitos que aparecem na apropriação rortyana da filosofia de Dewey, a saber, a ideia do fim da filosofia, o relativismo expresso em sua crítica à ciência e a teoria conversacionalista como substituta da epistemologia. Argumentaremos, especialmente, contra a proposta de Rorty, em que o conceito de linguagem tomaria o lugar do conceito de experiência na obra de Dewey. Assim, apresentaremos a metafísica empírica de Dewey em toda a sua especificidade, mostrando a inadequação da interpretação rortyana, condição que nos ajudará a confirmar o caráter não-rortyano da filosofia de Dewey