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O CARRAPATO DO LABORATÓRIO DE ROSTOCK: UM PARADIGMA DO SIMPLESMENTE VIVENTE

Ronaldo Manzi

Autor
Ronaldo Manzi
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
8 / 18
Ano
2016
DOI
10.36311/1984-8900.2016.v8.n18.19.p258
Páginas
258-271
Idioma
pt
2016Ronaldo Manzi. O CARRAPATO DO LABORATÓRIO DE ROSTOCK: UM PARADIGMA DO SIMPLESMENTE VIVENTE. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 8, n. 18, p. 258-271, 2016.2

Esse artigo busca colocar à tona um problema biopolítico fundamental para Agamben: a animalização do homem. De certo modo, essa animalização é decorrente da impossibilidade de delimitarmos com certeza o que é da esfera do humano e o que é da esfera do animal. O exemplo do carrapato do laboratório de Rostock é privilegiado nesse sentido: ele “embaralha” a distinção entre o que é próprio ao homem e ao animal, tal como propunha Heidegger. A proposta é mostrar que essa indistinção é inquietante tal como escreveu Freud em 1919 e, talvez, própria à história ocidental.