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O Corpo como """"Grande Razão"""": análise do fenômeno do corpo no pensamento de Friedrich Nietzsche.

ROBSON COSTA CORDEIRO

Tese
Autor
ROBSON COSTA CORDEIRO
Orientador(a)
GILVAN LUIZ FOGEL
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2008
2008ROBSON COSTA CORDEIRO. O Corpo como """"Grande Razão"""": análise do fenômeno do corpo no pensamento de Friedrich Nietzsche.. 2008. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): GILVAN LUIZ FOGEL.2

O presente trabalho é uma análise da fenomenologia do corpo no pensamento de Friedrich Nietzsche, tomando como fio condutor o discurso dos desprezadores do corpo, de Assim falou Zaratustra. A análise procura mostrar o corpo como o """"ver"""" originário do homem, como sendo a sua """"grande razão"""", pois representa a hora e o lugar da percepção extraordinária, mais compacta, designada por Nietzsche como sendo o """"instante"""", que é anterior às oposições entre """"aisthésis"""" e """"nous"""", corpo e alma, sujeito e objeto que vão caracterizar o pensamento metafísico. Corpo é compreendido como sendo o ver originário porque consiste na """"incorporação"""" de um modo muito """"próprio"""" de vida. O homem é apresentado por Nietzsche como o vazio, o nada que se constitui sujeito a partir da abertura para o incorporar-se desse """"Próprio"""", que é corpo. Corpo revela-se como sendo mais razão, mais fundamento do que a alma e o eu, que se mostram insuficientes, por isso pouco fundamento e pouca razão, """"pequena razão"""", para explicar originariamente o homem. O objetivo do estudo é procurar mostrar, a partir do pensamento de Nietzsche, que só aberto para o corpo, para essa dimensão de vida, em que percebe o real como nada, como o profundo sem fundo da """"aparência"""", o homem pode superar a visão metafísica de mundo, caracterizada pela busca por um fundamento substancial do real.