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O corpo doente: covid-19 e a crise do contrato social

Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes

Autor
Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
11
Ano
2020
DOI
10.5902/2179378643726
Páginas
e9
Idioma
pt
2020Luiz Maurício Bentim da Rocha Menezes. O corpo doente: covid-19 e a crise do contrato social. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 11, p. e9, 2020.2

Na introdução de seu livro Leviathan, Thomas Hobbes elabora uma precisa analogia entre corpos, sendo o Estado um corpo político semelhante ao corpo natural. Para isso, o Estado possuiria uma vida artificial análoga à vida natural que permitiria o seu próprio movimento artificial. Com o surgimento do neoliberalismo no século XX, temos uma intensificação das regras do mercado sobre o poder político, o que levou inevitavelmente a ruptura com o contrato social que garantia direitos para toda população. Aproveitando a pandemia de covid-19, vamos retomar a analogia hobbesiana entre o corpo natural doente e a doença que aflige o corpo político: a sedição.