- Autor
- Denis Coitinho Silveira
- Revista
- ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
- Edição
- 15 / 1
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.5007/1677-2954.2016v15n1p14
- Páginas
- 14-35
- Idioma
- pt
O objetivo central desse artigo é investigar um relevante aspecto descritivista que parece estar contido no conceito de justiça para responder a uma crítica antirrealista e não-cognitivista a respeito da subjetividade dos juízos morais e de seu significado puramente prescritivo. Inicio salientando esse problema a partir de três argumentos estipulados por alguns não-cognitivistas de tradição analítica, a saber: o argumento da questão aberta, o argumento da relatividade e o argumento da estranheza. Posteriormente, buscarei apontar para a solução do problema fazendo referência à distinção entre os conceitos éticos abstratos (thin), como sendo puramente prescritivos, e os conceitos éticos densos (thick), como sendo prescritivos e descritivos. O próximo passo será analisar o conceito de justiça como um conceito ético thick. Usarei as concepções de justiça de John Rawls e Amartya Sen, buscando identificar um traço objetivo em razão da descrição de algo no mundo em conexão com a normatividade.
