- Autor
- RICARDO FORJAZ CHRISTIANO DE SOUZA
- Orientador(a)
- CELSO FERNANDO FAVARETTO
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2005
O presente trabalho procura explorar criticamente o debate arquitetônico brasileiro do período de grande ebulição polêmica que corre entre os anos de 1925 e 1936. Precede-o uma descrição retrospectiva desse debate, bastante esquemática, voltada com maior detalhe para o quatriênio central particularmente agitado. A análise e a interpretação propriamente ditas do pensamento arquitetônico surge em seguida, tomando como referência os nomes de José Mariano Filho, Cristiano Stockler das Neves, Gregori Warchavchik, Flávio de Carvalho, Carlos da Silva Prado, Mário de Andrade e Lúcio Costa, que não apenas constituem personalidades expressivas, ou prestigiosas, ou influentes do período 1925-36, mas também as que melhor representam as tendências diversificadas do momento, cobrindo todas as frentes do debate. Trata-se de assinalar os temas dominantes do discurso de cada autor e reconstituí-los em vista de uma hierarquia dos argumentos explicativos e uma classificação dos argumentos reivindicativos que permita a realização de uma leitura crítica, na qual se explorem, com a máxima liberdade, a coerência interna das diferentes obras escritas e suas afinidades recíprocas. O trabalho se encerra com o exame de um tema específico, concernente ao lugar ocupado pelas preocupações de ordem social no debate arquitetônico, que verificamos ser bastante modesto, mesmo entre os autores comprometidos diretamente com a reivindicação da arquitetura moderna.
