O DESRESPEITO E O CONFLITO SOCIAL NUMA PERSPECTIVA HISTÓRICA EM AXEL HONNETH
José Aldo Camurça
- Autor
- José Aldo Camurça
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 13 / 29
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.26694/pensando.v13i29.13464
- Páginas
- 1-11
- Idioma
- pt
As experiências de desrespeito estão na origem de muitas guerras, conflitos seja entre as pessoas ou entre países. Elas traduzem, na maioria das vezes, em uma quebra de expectativas na qual a normatividade deixa de ser relevante na interação social entre os sujeitos. Tal postura estimula os indivíduos a saírem de sua zona de conforto a fim de buscar espaços de reinvindição às suas demandas. Em última análise, uma espécie de luta pelo reconhecimento. Esta última é apresentada por Axel Honneth (1949-) como a gramática moral dos conflitos sociais, sendo estes entendidos como bases da interação social. Não por acaso que o ato de desrespeitar alguém propicia o conflito. Ora, a noção de conflito em Honneth é situada a partir de sua teoria crítica configurada como filosofia social e está vinculado estreitamente a já mencionada violação das condições de reconhecimento que incide sobre a identidade do sujeito e a sua capacidade de autorrealização. Diante desta análise, o presente artigo objetiva analisar os impactos do conflito humano na filosofia do reconhecimento em Axel Honneth. O método utilizado em nossa exposição, coincide com a estrutura proposta pelo frankfurtiano: em primeiro lugar, elencar-se-á a tríade que representa os aspectos positivos de reconhecimento intersubjetivo: o amor, direito e solidariedade (I); posteriormente, o texto inclinar-se-á em busca de evidenciar a dimensão do desrespeito, o sentimento de injustiça que representa uma negação de um reconhecimento: os maus-tratos e violação, a privação de direitos e exclusão a ofensa e degradação (II); por fim, ensejamos uma abordagem sobre a concepção de eticidade pós-tradicional a partir da categoria conflito.
