O DIABO ESTÁ NO POSSÍVEL: VISCOSIDADE ONTOLÓGICA NA ESTÉTICA MODAL FLUSSERIANA
Gabriel Almeida Assumpção
- Autor
- Gabriel Almeida Assumpção
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 52
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i52.11599
- Páginas
- 120-133
- Idioma
- pt
Demonstramos como o filósofo tcheco naturalizado brasileiro Vilém Flusser (1920-1991) desenvolve, em suas reflexões estéticas, conceitos modais como “possível”, “necessário” e “contingente”; com ênfase na tensão entre “ser” e “poder-ser” presente em Língua e realidade (1963). A partir dessa tensão e recorrendo a Nicolai Hartmann (1882-1950), buscamos ampliar a compreensão do tema da “viscosidade ontológica” da arte presente em Pós-história: vinte instantâneos e um modo de usar (1983), obra já do período europeu de Flusser que, todavia, foi publicada primeiro em português, no Brasil. A partir disso e recorrendo, também, a intérpretes e à obra A história do diabo (1965), de Flusser, sugerimos que a estética flusseriana é sempre ancorada em suas concepções ontológicas da filosofia da língua, constituindo-se em uma estética modal brasileira.
