- Autor
- José Edinaldo Gomes Guimarâes
- Revista
- Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
- Edição
- 15 / 26
- Ano
- 2024
- Páginas
- 41-50
- Idioma
- pt
Neste artigo se discute a resignificação realizada pelo filósofo seiscentista Benedictus de Spinoza (1632–1677), na sua Obra Magna, Ética, demonstrada à maneira dos geômetras (1677), perante alguns conceitos da tradição filosófica empregados por Aristóteles, Hipócrates, Epiteto, dentre outros. Escrita a partir do modelo geométrico de Euclides, a Ética é um texto de grande originalidade articulando temas ontológicos, epistemológicos, psicológicos, éticos e políticos, tais como: Deus, substância, atributos, modos, mente, afetos, liberdade, natureza humana, felicidade, intelecto, etc. A obra está dividida em cinco partes e cada uma se articula e se integra ao todo. Ao conceituar os afetos na terceira parte da Ética, Spinoza realiza uma mudança radical nos termos do aristotelismo, da escolástica e do cartesianismo, como forma didática de aproximar o leitor às ideias acerca das paixões e da liberdade que o mesmo queria expressar. Dessa forma, nosso filófoso não somente ressignifica alguns conceitos, mas rompe radicalmente com a tradição filosófica.
