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O ENSINO DA FILOSOFIA NO BRASIL: DESCONTINUIDADE E AMEAÇAS

Antonio Basilio Novaes T. de Menezes, Roberto Ribeiro da Silva

Autor
Antonio Basilio Novaes T. de Menezes, Roberto Ribeiro da Silva
Revista
Revista Dialectus
Edição
19
Ano
2020
DOI
10.30611/2020n19id61447
Páginas
225-238
Idioma
pt
2020Antonio Basilio Novaes T. de Menezes, Roberto Ribeiro da Silva. O ENSINO DA FILOSOFIA NO BRASIL: DESCONTINUIDADE E AMEAÇAS. Revista Dialectus, n. 19, p. 225-238, 2020.2

O presente artigo é resultado das nossas pesquisas durante o mestrado em educação realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – PPGed. Busca através de uma cuidadosa análise histórica das legislações que influenciaram a presença ou ausência da disciplina de Filosofia no Ensino Médio no Brasil, os motivos determinantes que implicaram num regime de descontinuidade imposto aos conteúdos filosóficos e seu ensino dentro dos currículos nas reformas educacionais na história da educação. Após uma legislação educacional, que fez vigorar um destaque à Filosofia ratificada pela LDB - Lei de Diretrizes e Bases e PCN’s - Parâmetros Curriculares Nacionais, reconhecendo a Filosofia como componente importante no processo educativo em vista da formação do cidadão, chegando a receber o status de obrigatoriedade. Com a última reforma educacional, sofre um “golpe” com a perda da obrigatoriedade como disciplina, no currículo do Ensino Médio. A história do ensino da Filosofia no Brasil nos relata uma intermitência inconteste, uma subordinação aos princípios ordenadores de cada tempo e cuidadosa seleção ao público a que se destinava. Buscando investigar nessa mesma perspectiva as bases explicativas frente ao momento controverso para a Filosofia no Ensino Médio brasileiro analisaremos a história desta disciplina e suas legislações, para exata consciência das oscilações e truncamentos políticos que foi submetida, de acordo com os cenários e interesses políticos a cada tempo.