- Autor
- Elizângela Inocêncio Mattos
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 3
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2026v3n3p238-248
- Páginas
- 238-248
- Idioma
- pt
O presente texto tem como objetivo tomar a dicotomia natureza e cultura na obra do Marquês de Sade, reforçando sua importância na história das ideias, como um autor de fronteiras, determinante em seu século e nos posteriores a ele, visto a riqueza de sua reflexão acerca do humano e sua relação com o modo de pensar na sociedade de seu tempo. Sua filosofia, pautada no tudo dizer, imprime uma ação com o ímpeto de libertar o indivíduo dos preconceitos e valores alheios à própria composição de si, à determinação da natureza e a estrutura físico química de cada um, que por si mesmas justificam o predomínio do egoísmo inerente. Ademais, cumpre demonstrar o espaço fechado como lugar de liberdade e ação do libertino, assim como de realização do projeto educativo professado por ele. Analisar como o espaço fechado cumpre o papel de possibilitar o encontro com a verdade de si compõe o objetivo central do presente texto.
