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O ESTATUTO DA PITIÉ NAS OBRAS DE ROUSSEAU

Marisa Alves VENTO

Autor
Marisa Alves VENTO
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
38 / Special
Ano
2015
DOI
10.1590/S0101-317320150004000013
Idioma
pt
2015Marisa Alves VENTO. O ESTATUTO DA PITIÉ NAS OBRAS DE ROUSSEAU. Trans/Form/Ação, v. 38, n. Special, 2015.1

A hipótese apresentada neste texto é a de que a piedade, que Rousseau também denomina “segundo princípio”, encontrado por ele “ao meditar nas primeiras e mais simples operações da alma humana”, não é um princípio antagônico ao amor de si. Pretende-se mostrar como o dualismo radical dos princípios se renderia diante da evidência de uma unidade representada por um duplo movimento: o de fixar-se ou aderir-se em si (amor de si) e o de expansão, que seria a expressão da piedade. Desse ponto de vista, o segundo princípio teria um status complementar do amor de si e não opositivo a ele, como algumas interpretações propõem. Entretanto, é uma discussão complexa, uma vez que nela estão implicadas as controvérsias entre os intérpretes de Rousseau em relação à possível divergência da noção de piedade, no Segundo Discurso, no Emílio e no Ensaio sobre a Origem das Línguas, além das discussões em torno da datação do Ensaio.