- Autor
- Mariana de Almeida Campos
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 50
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i50.11455
- Páginas
- 262-277
- Idioma
- pt
No presente artigo, examinarei qual é a posição de Descartes sobre o número de substâncias corpóreas e, como consequência, sobre o estatuto ontológico dos corpos. Ao examinar essas questões, mostrarei que elas se inserem em um debate existente na literatura sobre Descartes que separa os intérpretes entre pluralistas e monistas. Tendo em vista esse debate, apresentarei, primeiramente, as bases textuais da interpretação pluralista, assim como os seus principais argumentos. Argumentarei, em seguida, que se levarmos em consideração as teses metafísicas de Descartes sobre a substância, bem como algumas teses de sua física, a tese de um pluralismo de substâncias corpóreas na natureza enfrenta mais dificuldades do que a tese monista. Defenderei então a interpretação monista como solução. E examinarei, por fim, um problema que pode surgir para essa interpretação, mas que eu creio poder ser resolvido.
