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O feminismo universalista de Martha Nussbaum

Maria de Lourdes Borges

Autor
Maria de Lourdes Borges
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
17 / 2
Ano
2018
DOI
10.5007/1677-2954.2018v17n2p205
Páginas
205-216
Idioma
pt
2018Maria de Lourdes Borges. O feminismo universalista de Martha Nussbaum. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 17, n. 2, p. 205-216, 2018.1

Nesse artigo, eu pretendo a apresentar a defesa que a filósofa Martha Nussbaum faz do liberalismo político, compreendido como a tradição liberal iluminista que vai de Kant a Rawls. Muitas feministas têm objetado que a concepção liberal da natureza humana e de filosofia política não se pode constituir num fundamento adequado para uma teoria da libertação das mulheres. Nussbaum contesta esta visão, mostrando que o liberalismo oferece conceitos universais, que são valores essenciais para o movimento feminista e para a luta das mulheres, tais como a noção de pessoa, auto-respeito, capacidade de escolha e igual consideração do valor e dignidade dos seres humanos. Além disso, os movimentos feministas atualmente utilizam estes conceitos para fundamentar suas reivindicações. Ao final, apresentarei a noção de capability, mostrando como esse conceito responde às críticas ao feminismo universalista.