- Autor
- Idalgo José Sangalli
- Orientador(a)
- Luis Alberto De Boni
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2004
O interesse em revitalizar a filosofia nos aspectos metodológicos e éticos, mais especificamente, em torno da radical distinção e dos limites diante do conhecimento teológico e, também, enquanto modo de vida filosófico, foi visto e avaliado por contemporâneos dos aristotélicos radicais como um saber herético que ameaçava a fé, a preparação e a busca da beatitude celeste cristã. Partindo da concepção de filosofia aristotélica e argumentando exclusivamente via razão natural, Síger de Brabante, Boécio de Dácia e Giácomo de Pistóia reapresentam com vigor e com novos argumentos o ideal da felicidade possível terrenamente para todos os seres humanos que se dedicam à atividade contemplativa. A tese é constituída de diversas variáveis que formam o núcleo temático sobre a concepção de filosofia e a atitude crítico-ética na atividade filosófica como modo de vida feliz (ou caminho para a felicidade terrena). Pretende-se desmontar com a tese inicial de Domanski e Hadot e enfatizar os aspectos teóricos sobre a vida prática pelo viés do esforço especulativo, do verdadeiro modo de filosofar, assumido profissionalmente, de modo autônomo e independente pelos aristotélicos radicais. Além da exposição de alguns dos textos sobre a felicidade, acrescenta-se em anexo a tradução da Quaestio Disputata de Felicitate, de Giácomo de Pistóia.
