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O formalismo moral em Kant: autonomia e vontade

Marcone Costa Cerqueira

Autor
Marcone Costa Cerqueira
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
12 / 2
Ano
2015
DOI
10.31977/grirfi.v12i2.658
Páginas
227-239
Idioma
pt
2015Marcone Costa Cerqueira. O formalismo moral em Kant: autonomia e vontade. Griot : Revista de Filosofia, v. 12, n. 2, p. 227-239, 2015.2

Tencionamos, neste artigo, demonstrar os meandros constitutivos do que seja um formalismo moral em Immanuel Kant, tendo como pressuposto teórico sua compreensão de uma teoria da vontade. Este movimento de análise e demonstração teórica terá como fio condutor a ideia de autonomia que permeia a construção da vontade no formalismo kantiano, ou seja, a pressuposição de uma possível autonomia formal da razão é a base na qual se assenta a teoria moral deste pensador. Para execução de nossa pretensão será necessário reconstituir os pontos nevrálgicos do que venha a ser uma teoria da vontade para em seguida analisar os pressupostos kantianos que realçam a centralidade da autonomia da razão na compreensão de uma vontade livre. Desta maneira, o que se pretende por em desnudo é a originalidade kantiana, em relação à tradição que promulga a vontade como marca da liberdade humana, a partir de seu pressuposto de autonomia formal na constituição moral do indivíduo humano.