- Autor
- Marcelo Fabri
- Revista
- Revista Ágora Filosófica
- Edição
- 20 / 3
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.25247/P1982-999X.2020.v20n3.p05-24
- Páginas
- 05-24
- Idioma
- pt
O artigo parte da fenomenologia do corpo próprio, iniciada por Husserl, sublinhando a contribuição de tal fenomenologia para a Antropologia Filosófica. Num primeiro momento, apresentamos as teses principais de Husserl sobre o corpo próprio, examinando, logo a seguir, o significado do verbo sentir em Merleau-Ponty, no contexto de sua Fenomenologia da percepção. Num segundo momento, procuramos descrever a condição humana como vulnerabilidade ou, simplesmente, “carne”, termo também usado por Merleau-Ponty, mas que será explicitado a partir de um certo contraste em relação ao corpo próprio. Num terceiro momento, discutimos o paradoxo do corpo próprio, isto é, sua condição de resistente a toda forma de apropriação. O ponto de partida, neste momento, é a situação concreta que define o humano, a saber, o “tomar carne” (prendre chair). Além de Merleau-Ponty, filósofos como Levinas, Agambém e Marion serão importantes em nossa discussão.
