- Autor
- Evanildo Costeski
- Revista
- Revista Dissertatio de Filosofia
- Edição
- 31
- Ano
- 2010
- DOI
- 10.15210/dissertatio.v31i0.8787
- Páginas
- 197-206
- Idioma
- pt
Alexandre de Afrodísia tratou claramente do Intellectu in habitu no De Anima e no De Intellectu. No De Anima, o intelecto em habitus é somente um depósito de conceitos latentes reunidos pelo intelecto potencial e, por isso, não cabe a ele a função de pensar ou abstrair. Já no De Intellectu, o Intellectu in habitu é considerado como uma faculdade plenamente desenvolvida, capaz de abstrair. Essa capacidade é dada pelo terceiro intelecto, chamado de Intelecto que “vem de fora” ou intelecto divino. Este artigo é favorável à interpretação do De Intellectu. Ele se apóia no fato de que o Intellectu in habitu é capaz de pensar porque recebe, por um lado, o conteúdo material dado pelo intelecto material ou potencial e, por outro lado, as formas inteligíveis dadas pelo intelecto divino.
