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O jardim de Rousseau e a virtude do jardineiro

Wilson Alves de Paiva

Autor
Wilson Alves de Paiva
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 14
Ano
2009
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v1i14p147-178
Páginas
147-178
Idioma
pt
2009Wilson Alves de Paiva. O jardim de Rousseau e a virtude do jardineiro. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 14, p. 147-178, 2009.2

Os intérpretes da obra de Jean-Jacques Rousseau, em sua maioria, concordam que há um esforço substancial em seus escritos para provar não apenas a bondade original do homem e sua depravação ao longo da história, mas também a possibilidade de resgate e conserto da situação de desigualdade e degradação moral à qual a humanidade chegou. Nesse aspecto, o presente artigo procura refletir sobre os componentes naturais desse conserto e a forma como podem ser utilizados na promoção e sustentação desse processo. Na metáfora do jardim, a virtude do jardineiro do jardim da Nova Heloísa está precisamente em ter reproduzido as condições naturais na maior fidedignidade possível, disfarçando os traços de sua obra. Moral da alegoria: O conserto deve ser fruto de um processo cultural, social e pedagógico que, no entanto, resgata os desígnios da natureza.