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O laboratório de Schopenhauer? Benjamin Libet e seu experimento seminal

Renato César Cardoso, Waldir Severiano de Medeiros Júnior

Autor
Renato César Cardoso, Waldir Severiano de Medeiros Júnior
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
8 / 1
Ano
2017
DOI
10.5902/2179378633764
Páginas
172-210
Idioma
pt
2017Renato César Cardoso, Waldir Severiano de Medeiros Júnior. O laboratório de Schopenhauer? Benjamin Libet e seu experimento seminal. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 8, n. 1, p. 172-210, 2017.2

Estudar a filosofia de Schopenhauer sem perder de vista a nossa paisagemcientífica revela-nos conexões interessantes. Poder-se-ia facilmente encontrar muitos insights que mais tarde seriam provados relevantes em diferentes campos como na física, na biologia, na psicologia e na literatura. Foi a neurociência, entretanto, que produziu algumas das mais intrigantesconfirmações da filosofia de Schopenhauer. Suas considerações sobre o tema do livre-arbítrio encontraram provas consideráveis no conhecimento moderno do cérebro. O neurofisiologista Benjamin Libet, por exemplo, encontrou evidências científicas convincentes de que a "vontade" precede a vontade consciente, tal como sustentada há quase duzentos anos pelo pensador alemão. Minar a ideia de livre arbítrio, no entanto, traz sérios problemas para as teorias éticas e legais tradicionais. Assim, sustentamos que os emergentes campos da Neuroética e do Neurodireito poderiam ganhar muito com o tipo de solução determinista (figurada na ideia deuma imputabilidade prospectivista, ou seja, voltada para o futuro) proposto por Schopenhauer.