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O LIVRE-ARBÍTRIO EM SANTO AGOSTINHO

MARIA JANAÍNA BRENGA MARQUES

Tese
Autor
MARIA JANAÍNA BRENGA MARQUES
Orientador(a)
MOACYR AYRES NOVAES FILHO
Universidade
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2012
2012MARIA JANAÍNA BRENGA MARQUES. O LIVRE-ARBÍTRIO EM SANTO AGOSTINHO. 2012. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): MOACYR AYRES NOVAES FILHO.1

Para considerar o livre-arbítrio da vontade, Agostinho deve mobilizar concepções já estabelecidas sobre a natureza divina, sobre a natureza do mal e também sobre a natureza da alma humana. À medida que tais concepções se modificam, o livre arbítrio da vontade assume contornos diversos até obter sua forma mais acabada, na qual se revela como raiz do mal moral – sem nada referir à autoria divina – e na qual se revela também como essencialmente viciado – sem ter outra alternativa senão a de aceitar a ajuda divina. Assim, se de um lado o livre-arbítrio da vontade não exige relacionar Deus com a causa do mal, de outro lado exige relacionar Deus com a única forma de corrigir o mal. Nosso trabalho tem o objetivo de analisar as tramas conceituais supostas na concepção de livre-arbítrio, vendo nesta uma chave de leitura com força de evidenciar certa lógica interna no movimento envolvendo a conversão de Agostinho ao cristianismo.